quinta-feira, 19 de agosto de 2010

"Subi correndo no primeiro bonde,
sem esperar que parasse,
sem saber para onde ia.
Meu caminho, pensei confuso,
meu caminho não cabe nos trilhos de um bonde".

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Logo cedo, sol.
Por todo lado, barulho
Por dentro silêncio, mais nada
Nada além de uma espera quieta
Nem emoção, nem solidão
Apenas só
Expectativa sobre minhas próprias emoções
Diante de novos dias
Diferentes dias
Dias sem você

quarta-feira, 14 de julho de 2010

"A gente se apertou um contra o outro. A gente queria ficar apertado assim porque nos completávamos desse jeito, o corpo de um sendo a metade perdida do corpo do outro."
Caio Fernando Abreu

terça-feira, 6 de julho de 2010

Ansiedade

Algo que me deixa agitada.
Ouço música alta tipo gritando pra ver se sai toda energia que começa a brotar em meus braços e pernas. Pego quem estiver na frente e danço.
Até sábado tenho alguns preparativos e por isso as vezes bate um medo de não dar conta de fazer tudo dar certo como desejo, mas assim que temo isso, vem um forte impulso de dentro de mim que exclama: Vai dar sim! Isso me anima.
Tenho tanta vontade de fazer desse dia um grande dia, bem cheio de comidas, bebidas e amigos reunidos para ver a felicidade nos olhos de quem amo. Isso seria uma grande satisfação.
Espero dar conta de tudo... Ou melhor, darei!

sábado, 3 de julho de 2010

terça-feira, 29 de junho de 2010

Hoje...

Hoje o dia está mais amarelo...
Eu adoro dias assim.
Parecem mais vivos.

Colisão

A tristeza tem me rondado. Vem, fica por um tempo, ate que eu fique demasiadamente exausta de tê-la, e vai embora. E passo dias assim. Tenho motivos para espantá-la cada vez que chega, mas ela consegue me convencer que deve ficar porque nem tudo está tão bom assim para que eu só dê espaço a Alegria.
Sinto-me por vezes confusa, acho que isso se da pelo choque entre a Tristeza e Alegria. As duas querem ocupar um grande espaço em mim, mas nenhuma delas quer ceder.
Alegria tenta com argumentos reais provar que sou uma menina feliz e assim sendo, devo proporcionar isso aos que me cercam e que tenho enormes motivos para estar sempre bem. Diz que tenho tudo: família, amigos, um grande amor e saúde, só por isso já não teriam argumentos capazes de abalar a razão de estar sempre ao meu lado. Mas minha Tristeza é teimosa. Ela sustenta sua teoria na base da solidão, diz que só assim é que posso refletir, que sou uma menina equilibrada e sendo assim não preciso de muita companhia, que eu mesma me basto. Que sendo alegre de mais eu me iludo, como se tudo estivesse perfeito, o que não é real. Ela não abre mão que sua versão é a que deve prevalecer, pois só quando ela esta comigo eu choro - o que não é verdade, também sou capaz de chorar de alegria - diz que só com o escorrer das minhas lágrimas externo o mal que abita meu coração.
A Tristeza é que não me deixa esquecer o quanto eu tenho que mudar para me tornar uma pessoa boa. Me aponta os defeitos a todo instante e os acusa de serem o motivo por eu não alcançar todos os meus objetivos. Me mostra ser pequena de mais, fraca de mais e como um grão de areia se comparada a todo conhecimento que se pode adquirir na vida. Ela insiste em me comparar. Me compara com os melhores, maiores, mais bonitos, inteligentes. Ela é egoísta. Quer sempre ser a única a ter minha companhia.. Ela acha que só com ela eu posso crescer verdadeiramente. Acha que não preciso de ninguém para ser quem sou, para ser grande e forte. Isso me deixa ainda mais triste e assim consegue maior espaço ao meu lado.
A Alegria não desisti, apesar de estar perdendo as forças. Mas Ela é inteligente e pensa coletivo. Pensou em recorrer ao meu grande amor, minha família e amigos. Então foi buscar forças para me convencer de que “É melhor ser alegre que ser triste.” E que “Alegria é a melhor coisa que existe”...
Não tenho dúvidas de que Ela está abalada comigo por eu não estar dando muito ouvidos ultimamente, sendo que já me provou diversas vezes o quanto fico bem e feliz ao seu lado. Deve estar revoltada com a Tristeza por ter conseguido ocupar seu espaço já a um tempo, usando de argumentos tão baixos. Por isso Elas se chocam tanto. Cada uma à sua maneira tentando me convencer e quando não da certo, elas se colidem.
E eu? Não sei bem de que lado ficar. Não quero menosprezar a Tristeza que tem razão em partes, é com ela que reflito melhor, com que me emociono mais profundamente...
Mas a Alegria. Ah a Alegria... É tão bom quando está comigo. Eu vejo o Sol mais brilhante. Eu procuro a lua no céu a noite para ver em que estado está. Ela me faz dar gargalhadas (e como eu gosto). Alegria me faz ter vontade de estar com quem amo, de abraçá-los, beijá-los e me declarar sem vergonha.
Sei de tudo que as duas têm a me oferecer. Mas ainda assim não sei a quem dou espaço. Não quero excluir alguma. Queria mesmo é que houvesse equilíbrio entre elas. Mas não estou me sentindo apta a escolher. E sendo franca, não tenho tido muita vontade de ter a Alegria comigo. Na verdade não tenho visto motivos para isso. Mesmo tendo vontade de proporcioná-la a muitos. Sendo assim a tristeza tem tomado conta de todo espaço, por mais tempo...

domingo, 27 de junho de 2010

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"Tenho uma vontade besta de voltar, às vezes. Mas é uma uma vontade semelhante à de não ter crescido."
Caio Fernando Abreu

Primeiras sensações

Bom, criei este espaço para deixar marcas das minhas sensações.

Acabo de assistir um filme. Escafandro e a borboleta.
Diz da história de um editor de uma importante revista francesa Jean-Dominic, que aos 43 anos sofre um derrame e se vê quase que totalmente paralisado na cama de um hospital, com excessão da sua visão esquerda, sua imaginação e memória. Depois do impacto de se ver inválido, aceita a ajuda de suas terapeutas e amigos e então renova a vontade de escrever um livro, externando sentimentos e vontades com o piscar do olho.
Parei o filme algumas vezes para refletir sobre expressões que eram passadas e em certo momento anotei parte do texto a ser escrito em seu livro:
"Através da cortina em fiapos
um ténue brilho anuncia o raiar do dia.
Meus calcanhares doem...
Minha cabeça pesa toneladas....
Todo meu corpo está encerrado em uma espécie de escafandro.
Minha tarefa agora é escrever as inertes anotações de viagem de um náufrago nas praias da solidão."

Um filme emocionante.